segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Perto do Limite ( Livrando-se da Dor)


Durante toda minha vida, eu nunca ouvi palavras como "vai ficar tudo bem", "estou aqui"...
Ela sempre se importava. Se importava com o que eles iriam dizer. Durante todo esse tempo o que eu sentia não era o ponto principal. O que eu sentia era apenas um detalhe insignificante.
Durante toda minha vida eu tentei me afastar do limite. Não havia nada nesse mundo que me fizesse ficar longe da tristeza por muito tempo. Nada porque ela estava lá para lembrar que a tristeza ainda estava viva dentro de mim.
Toda a alegria que surgia em mim era afogada em um mar de lágrimas nunca derramada. Um sorriso falso com um olhar perdido; A camuflagem perfeita.
Ninguém nunca soube realmente o que acontecia. Todos achavam que eu ria sempre porque era uma pessoa intensamente feliz. Eles não sabiam que o riso era uma forma estúpida de dizer que quando estou só, quero chorar até minhas lágrimas se transformarem em sangue. Sangue o qual ela não irá se importar de ver. Assistindo fria e cinicamente o modo com o qual eu desmorono a cada segundo. Desmorono a cada segundo mais perto do limite. 
Algo dentro de mim está completamente destruído. Sem conserto. Simplesmente morto, não ferido. Morto.
Toda a fé e esperança que um dia eu achei ter, quebraram-se em pedaços e se foram com o vento. Tudo o que restou foi a dor forte no peito. Dor de uma ferida a qual ela insiste em mexer. E então desisto. Finalmente desisto. Na ponta do limite, um último suspiro. A esperança volta. Uma parte dela, pelo menos; a parte que espera que esta angústia vá embora assim que o vento soprar, me levando cada vez mais rápido ao solo. Tirando-me do limite. Fazendo-me voar por um instante e o mais rápido possível cair. Cair e nunca mais acordar. E ela vai saber disso. Saber que eu não posso mais acordar em uma nova manhã para ouvi-la dizer o quanto quer que eu seja um bom exemplo de pessoa. Um bom exemplo de pessoa para que a sociedade - a qual ela tanto quer impressionar - saiba que esta foi sua criação. Mas infelizmente, cheguei muito perto do limite e agora nada disso poderá ser feito. Felizmente, fora desfeito.

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( Inspirado em fatos reais e na música Quebre as correntes da banda Fresno)

domingo, 19 de setembro de 2010

- Play It Now


Lifehouse
Along The Way

Lembra quando

as coisas simples eram as coisas que nós amamos
(sim sim sim)
Lembra quando viver junto era simples o bastante
(sim sim sim)
O medo preenche o vazio e os anos preenchem entre tudo
Todo esse tempo está passando
Na maneira que eu tive que dizer adeus
Toda minha vida começa hoje
Depois de tudo que eu andei, que eu rastejei.
Eu aprendi ao longo do caminho


Voa para dentro do sol, para nunca retornar (sim sim sim)
Fique acordada para sempre e assista essa vida queimar (sim sim sim)
A Paz quebra a solidão e a esperança preenche entre tudo
Todo esse tempo está passando. Do jeito que eu tive que dizer adeus


Toda minha vida começa hoje, depois de tudo –
Eu andei, eu rastejei, eu aprendi ao longo do caminho

Andando nesta Estrada, eu aprendi deixar o que eu sabia.
Porque tudo ainda pode mudar
Eu estou no topo de tudo o que poderia ser, mas o que não posso controlar.

Não posso controlar meus sonhos

Lembra quando os dias que tinhamos nunca pareceria terminar
(sim sim sim)
Lembra quando nos não poderiamos esperar para a vida começar
(sim sim sim)
Todas as resposta eu eu encontrei no caminho são poucas e distantes
Todo esse tempo está passando. Da maneira que eu tive que dizer Adeus

Toda minha vida começa hoje, depois de tudo –
Eu andei, eu rastejei, eu aprendi ao longo do caminho

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

The World I'd Like to Know


Era uma tarde como outra qualquer. E eu estava em minha escrivaninha de frente para janela, fazendo alguns rabiscos. Eu gosto disso. Gosto de desenhar, criar coisas, imaginar e colocar no papel. É apenas um modo que encontrei de fugir um pouco do mundo real. O mundo real é muito assustador. Não só assustador, mas podre ( e esta é apenas a minha opinião). As pessoas mentem, matam, roubam... É tudo tão horrível. Às vezes fico pensando se foi aqui mesmo que fui criada. Se foi neste mundo horrível que eu cresci. Quando eu era criança não fazia ideia deste lado terrível do mundo. Acho que minha mãe escondeu isso de mim apenas para me proteger. Mas hoje, olha aonde estou. Convivo com pessoas mentirosas, vi pessoas sendo roubadas... Ouvi falarem de pessoas sendo assassinadas à sangue frio. Isso não te assusta?
Gostaria de conhecer um mundo melhor que esse. Onde nada disso acontecesse. Não estou à procura de um mundo perfeito, mas de um mundo melhor. Apenas isso.
Enquanto este mundo não existir, acho que vou continuar aqui; na minha escrivaninha de frente para janela, fazendo alguns rabiscos. Porque, como eu disse antes, eu gosto disso. E gosto ainda mais da ideia de que posso criar o meu mundo melhor. Mesmo que não seja real. Mas é ao menos o mundo que eu gostaria de conhecer.


segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Um Sonho


E mais uma vez ela chorava dentro de seu quarto trancado e escuro. Dizem que a última vez que a viram sorrir fora a um ano atrás, quando venceu o concurso de talento de sua cidade. Mas logo aquela felicidade desapareceu, levando consigo seu sorriso, esperanças e uma garota que costumava ser otimista. Mas algo lhe restou. Um sonho. Pelo menos, uma parte do sonho. 
Jenna tinha mesmo um sonho. Neste sonho ela encontra, finalmente, a chave para abrir a porta de seu quarto e deixar a luz do dia clarear o lugar. Neste sonho, Jenna consegue sentir que este é realmente seu lar. Mas este sonho não dura muito tempo. Logo Jenna acorda e se encontra ainda dentro do quarto escuro, chorando sabe-se lá o porquê. Ela fecha os olhos novamente, apenas para enxergar a luz que há dentro de sua mente. Uma luz fraca que a leva direto para seu sonho. E novamente ela está sonhando. Sonhando com borboletas coloridas que voam pelo céu aberto. O mesmo céu que deixa um jardim florido ainda mais animado. E é neste jardim que Jenna se encontra enquanto seus olhos estão fechados. É um lugar onde ela consegue ao menos esboçar um meio sorriso. Ela sorri porque consegue ver as fadas daqueles contos que sua mãe costumava lhe contar. Ela sorri porque o som da cachoeira é tranquilo e a deixa calma. Mas Jenna não aguenta manter seus olhos fechados por muito tempo. Então, lá está ela outra vez encarando o escuro. Ela gostaria de sair dali. Mas o medo de enfrentar a realidade lá fora a impede de sair. Ela gostaria de viver sua vida. Mas, para ela, fechar os olhos e imaginar um lugar perfeito é muito mais confortante. As lágrimas que ela deixa escapar de seus olhos estão a deixando fraca. Ela queria que suas lágrimas fossem as gotas de chuva - a chuva que ela costumava amar - e ela pudesse olhar para o céu nublado e gargalhar consigo mesma. Gargalhar porque a chuva para ela, era algo engraçado. Gargalhar porque as gotas de chuva faziam cócegas em seu rosto. 
Jenna adormeceu. 
Enquanto dorme, ela sonha. E enquanto sonha, ela espera. Espera pacientemente pelo dia em que ela poderá, finalmente, sair de seu quarto escuro e encontrar a luz do dia. Sai de seu quarto escuro e admirar o céu aberto e as borboletas coloridas que ela tanto ama.

(Este conto foi inspirado na música Butterfly da banda Lifehouse.)
O que eu quis dizer com este conto é que, não importa o quão difícil seja a situação na qual você se encontra, sempre haverá um sonho. Não importa se você acha que suas esperanças não existem mais, lá no fundo você ainda espera pela realização de seu sonho. Por isso, nunca desista antes de conseguir. Porque se desistir antes, como saberá que conseguiria?

Saudade



Abri as janelas e fiquei a admirar o céu. Era uma manhã ensolarada, o céu estava perfeitamente azul e eu conseguia ouvir pássaros cantando. Era tudo que eu conseguia ouvir, afinal. A casa era de um silêncio perturbador e mesmo com aquele lindo sol lá fora, eu sentia frio. Frio porque me sentia sozinha. Frio porque não tinha ninguém ali para me abraçar. Suspirei e saí de perto da janela. 
Faz tanto tempo que ele foi embora. Tanto tempo mas lembro daquele dia como se tivesse sido ontem. Não houve uma briga. Ele estava indo porque precisava ir. Uma dor insuportável atingiu meu peito. Lembrar disso me fazia sentir deste jeito; vulnerável. Ele era - e ainda é, afinal - a minha vida. O homem que mais amei em toda minha vida e agora eu já não o tenho mais. Mas, de alguma forma, eu me sinto bem. Bem por saber que ele se foi de uma forma digna. E mesmo que nunca mais eu vá sentir o calor de seu abraço ou seu beijo delicado, eu sempre lembrarei dele desta forma; Um herói. Poderei dizer com ogulho que aquele homem, um dia, fora meu. 
Ele está morto agora. Mas todos, com certeza, há de lembrar dele de um jeito especial. Ele foi morto em meio uma guerra. Porém, salvou muitos de seus companheiros antes de partir. Eu sentirei saudades, sim. Mas ele foi um herói. E para mim, heróis não morrem... Apenas descansam. 

" - Eu te amo, Judith - ele disse com os olhos lacrimejando."
"  - Eu te amo, Oliver - eu disse e o abracei com todas as minhas forças."
" - Não importa o que aconteça, sempre estarei com você...", estas palavras ecoaram em minha mente. Um vento súbito invadiu a sala. Despertei dos devaneios e senti meu rosto molhado. Eu estava chorando. Mas inconscientemente, esbocei um sorriso e corri para fechar as janelas. Ele sempre estará comigo.

sábado, 4 de setembro de 2010

Sorri Diante da Decepção







 "Podemos ser maiores do que qualquer coisa que nos aconteça" 
                                                                               - Norman Vincent Peale

Eu costumava admirar o sorriso de uma pessoa. Costumava prestar atenção em cada detalhe de seu rosto que se transformava quando ele sorria. Eu costumava amar ouvir sua risada. O som que ela emitia era perfeito para mim. Em minha mente, eu imaginava como seria segurar a mão dele e olhar em seus olhos. Era tudo o que eu mais queria. Sempre acreditei que ele fosse uma pessoa humilde, verdadeiramente simpática e diferente das outras. 
Mas eu estava enganada.
Descobri que ele não era a pessoa que eu achei que fosse. Havia uma escadaria enorme à sua frente e ele estava no topo, com sua pose de superioridade. E eu me senti estranha.
Ele se mostrou ser o idiota que eu não achei que ele fosse. Confesso que não senti meu mundo desabar. Seria dramático demais para mim. Eu apenas ri. Uma reação estranhamente confortável. Mas isso não fez eu esquecer o fato de que esta pessoa me decepcionou profundamente. 
Então, o que acontece quando o riso que você costumava amar se torna insuportável?
O que acontece quando os olhos nos quais costuamava confiar se tornam assustadores?
O que acontece quando as mãos que sempre quis segurar tentam te empurrar?
Simplesmente encaro a situação e respiro fundo. A decepção fica mas a estranha sensação de felicidade por descobrir à tempo que estava errada sobre alguém é muito mais gratificante.

Teorias da Amizade




Eu ouço várias teorias sobre amizades verdadeiras. Alguns dizem que amigo de verdade são aqueles que sempre te apoiam. Outros dizem que amigos verdadeiros são aqueles que te defendem. Muitos dizem que são aqueles que estão sempre ao seu lado. Tenho minhas dúvidas sobre qual dessas teorias é a certa, pois sei que para ser um amigo verdadeiro não é preciso apoiar o outro sempre; É preciso aconselhá-lo e então apoiar a decisão que ele decidir tomar. Para ser um amigo verdadeiro, não é preciso defender o outro; É preciso reconhecer o erro dele e dizer ao amigo onde ele errou. Para ser amigo verdadeiro não é preciso estar sempre por perto; É preciso lembrar do outro mesmo que esteja a milhas de distância e saber que, não importa o que aconteça - nem aonde esteja - sempre serão amigos. 
Certas teorias sobre amizade faz com que muitas pessoas tenham medo de criar um laço de amizade. Tudo isso porque ela tenta encontrar na pessoa todos os "itens" que um amigo verdadeiro deve ter. Mas para ser amigo não é preciso ser perfeito. É preciso ter uma característica que possa completar no outro. Como um quebra-cabeça. Este amigo verdadeiro é parte que falta em nossas vidas para que ela seja completa; E eu disse completa, não perfeita. 
Por isso, antes de criar teorias sobre amizade, tente refletir sobre o que você realmente quer de um amigo verdadeiro. Pense se a pessoa que você chama de amigo é aquela em quem você realmente confia e idealizou como amigo verdadeiro. Não pense nela como a 'pessoa perfeita' e sim como o amigo com o qual você poderá contar sempre que precisar.

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