sábado, 9 de abril de 2011

Just Life

Você passa parte da sua vida procurando.
Não sabe ao certo o que procura, mas continua procurando.
Então você acha uma pessoa que te faz sorrir, rir, que te fala sobre coisas, que te deixa feliz...
Então você começar a chamá-la de amigo.
E parece dar certo.
Até que o tempo passa e você percebe que você é a única pessoa zelando a amizade.
É a única que se importa. A única que demonstra carinho, amor.
Então a outra pessoa já não é mais a mesma.
E subitamente, vocês já não são como antes.
E aí você percebe que, embora sinta falta, você não se sente mais como antes.
E aí voc~e se pergunta se vale tentar uma reaproximação.
Mas então você percebe que a outra pessoa não dá a miníma para o afastamento.
Então você finge indiferença.
Mas as lembranças daquilo que, um dia, achou ser amizade te perturbam.
Daí você volta a procurar por algo.
Não sabe ao certo o que é, mas continua procurando.
Então você acha uma pessoa que te faz sorrir, rir, que conta coisas e te faz feliz.
Então você recua. A sensação de já ter visto isso antes lhe deixa mal.
Você tenta confiar, mas tem receio. Daí você joga tudo pelos ares e se entrega a amizade, pedindo à Deus para que seja eterna.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

That Waste Of Time

Como eu deveria começar?
Hm, bem, este não é um daqueles post que fala sobre outras pessoas
Este é sobre mim, Kelly Vidal.
Também não é algo egocêntrico.
Eu só queria dizer algumas coisas que andam me sufocando
faz tempo.
Há um bom tempo atrás, eu tinha um mundo incrível e animado.
Pessoas legais, conversas legais, risos e outras coisas.
Eu tinha uma personagem e ela era exatamente como eu era na vida real.
Eu confiava nas pessoas, eu me entregava às amizades que achei serem reais.
Eu estava viciada nos amigos que eu achei ter.
Eu amava aquilo, de verdade, mas notei que não era real.
Era como um mundo de ilusão - e de fato, realmente era - onde tudo era perfeito
e feliz.
Mas em um piscar de olhos, isso fora destruído. 
Nos começo, me senti perdida, pois eu não sabia como tudo aquilo desmoronou
de repente, sem prévia de aviso.
 Mas ao longo do tempo, eu fui me acostumando com a ideia
de que tudo não passou de mentira. Um faz-de-conta muito bem elaborado.
Mas havia um buraco em meu peito. Não sabia dizer se era saudade ou ódio daquilo.
As pessoas mudaram, tudo mudou.
Palavras que foram ditas na época, eu compreendi que foram apenas parte do roteiro.
Não existia verdade naquilo, nunca existiu, acredito eu.
Mas olhe pra mim! Eu ainda sou a mesma.
A mesma Kelly idiota de sempre.
Aquela que consegueria entrar em uma conversa e fazer uma piada da qual
só eu mesma vou rir.
Sou a mesma Kelly que falaria as coisas mais sem sentido apenas porque
é divertido ser sem noção.
Eu até poderia dizer que sou a mesma que acreditava nas coisas que me eram ditas
mas eu estaria mentindo.

Um fato? Eu não compreendo o que sinto.
Acho que sinto falta, mas ao mesmo tempo eu quero esquecer aquilo.
Penso se todos eles ainda lembram de mim e pensam sobre mim
da mesma forma que era a tempos atrás.
Mas sei que é ridículo isso, eles têm suas vidas reais, eu fui apenas uma pessoa
que fez parte da peça.
Agora as cortinas estão fechadas, cada um seguiu seu rumo e eu estou aqui, remoendo essas lembranças.
Eu deveria parar!
Mas prometo à mim mesma que, um dia, eu irei esquecer.
Apesar de que já sou indiferente à todos aqueles que achei serem amigos.
Já sou indiferente à tudo aquilo.
Eu já esqueci vocês. Tudo o que restou foi mágoa.
Mágoa por ter desperdiçado grande parte da minha vida com vocês.
Vocês. Minha perda de tempo mais estúpida. 
Eu diria mais, porém quero me livrar logo disso.
That's all. I hope you all drop dead.
Haha, just kidding.
Just kidding...

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Needs


Na vida, precisamos de um melhor amigo.
Não estou falando de o melhor dos colegas,
estou falando de amigo.
Aquele que não precisa estar por perto para estar ao seu lado.
Aquele que sempre sabe o que dizer e o que não dizer.
Aquele que nem precisa falar nada, basta um silêncio e ele te entende.
Melhor amigo.
Dos verdadeiros, daquele que você sabe que pode confiar.
Amigo, irmão, companheiro, parceiro, cúmplice, confidente, fiél.
Melhor amigo.
Não precisamos de um colega. Colegas não nos servem pra nada
Tudo o que podem fazer é fingir que te entende
Dizer que vai ficar tudo bem e no fim do dia, ele nem
vai saber das suas lágrimas e da dor que ainda existe em seu peito.
Precisamos de amigos, é o que estou dizendo.
Um ou dois, não importa a quantidade
o que importa é com quem poderá contar sempre.
Melhor amigo.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Just For Loving You - Part I





Estava sentada na simples escada da varanda. Olhos fixos no céu estrelado e o pensamento distante. Era tudo o que fazia agora; quando não estava vagando sem rumo por aí, estava ali, sentada perdida em pensamentos. Ela lembrava da promessa dele. Lembrava todo os dias e noites. Não podia acreditar que ele havia mentido, fazendo isso consigo mesmo. Não pôde evitar que uma lágrima caísse. Ela havia insistido tanto para que ele não se deixasse ir daquele jeito. Agora o que lhe adiantava chorar? Levantou-se bruscamente, e sem avisar, saiu correndo.
Parou em frente aquele prédio enorme. Viu pessoas entrando e saindo a todo instante. Soltou um suspiro pesado e entrou. Passou pela recepção direto ao quarto que queria. Todos já a conheciam ali, então nem a barravam. Com receio, pressionou o botão de número 3 do elevador e esperou. Estava com medo, sim. Medo de vê-lo novamente daquele jeito. Medo de qual reação ele teria desta vez. Respirou fundo quando a porta do elevador abriu, revelando um enorme corredor vazio.
Em passos hesitantes, caminhou até o quarto dele. Chegou em frente a porta do quarto 210 e fechou os olhos. Precisava manter a calma, antes de tudo. Segurou a maçaneta e abriu a porta. Lá estava ele, deitado sobre a maca, parecia estar dormindo. Um aparelho bipando, aparelhos ligados à ele, um tubo bombeando soro em seu pulso. Não gostava de vê-lo daquele jeito. Entrou sutil e sorrateiramente. Fechou silenciosamente a porta atrás de si e caminhou em passos cautelosos até a cama. Parou ao seu lado e analisou o rosto do garoto. Ele era lindo, perfeito para ela. Mesmo pálido daquela forma. Afagou seus cabelos castanhos e suspirou. Não percebera que ele lentamente abriu os olhos e agora a fitava.
- Por que está aqui? - ele perguntou, sua voz baixa e rouca demonstravam sua fraqueza.
Anne se afastou um pouco dele e passou a mão direito em seu próprio cabelo, soltando um leve suspiro. Não compreendia o porquê de Oliver lhe tratar daquela forma sempre que ela vinha visitá-lo. Tudo bem que ele não havia perguntado de uma forma ríspida, desta vez, mas Anne estava realmente se cansando da arrogância dele.
- Eu vim vê-lo, Oliver - ela respondeu após um tempo, entediada.
- Mas é tarde. Não quero que seus pais digam que estou tomando todo seu tempo - ele dissera, desta vez, ríspido.
- Meus pais não dizem isso - ela rebateu - E... eu... - ela não sabia como dizer, as palavras que cogitara não pareciam as certas. Deu de ombros e sentou-se no sofá perto da cama.
Ambos ficaram em silêncio por um bom tempo. Anne fitava um ponto qualquer naquele quarto, e Oliver encarava o teto. Anne não gostava do silêncio, mas gostava de estar com Oliver, mesmo que desta forma tão fria. Sabia que muita coisa mudara desde o ocorrido, mas não tinha coragem para falar sobre isso. Olhou para o lado e os olhos de Oliver estavam lhe fitando.
- Você mudaria tudo isso se pudesse? - ele questionou de repente.
Anne uniu as sobrancelhas, confusa. Depois refletiu sobre a pergunta de Oliver. Ela mudaria tudo isso? Definitivamente, não era algo que estava em suas mãos.
- Não - respondeu simplesmente e encarou o chão.
Estava sendo sincera. Sabia que não haveria uma chance de mudar tudo, e mesmo se existisse, ela não faria uso disto. Não adiantaria, Oliver continuaria fazendo suas besteiras e de alguma forma, isso voltaria a acontecer. Então quantas chances ela precisaria pra fazer tudo mudar... de novo? E de novo? Olhou para o garoto ao seu lado.
- O quê? Não mudaria nada? - Oliver indagou, indignado.
- Nem um misero segundo. Deixaria tudo como está. - ela disse seca - Não percebe, Oliver? Não importa o que eu faça, diga... você sempre agirá como um estúpido - disse e levantou-se bruscamente.
- Eu não acredito que está dizendo isso - Oliver disse e sentou-se, com dificuldade, na maca. - Amar você é ser estúpido? Bom saber!
- Está vendo? É disso que estou falando - Anne dizia de pé. - Você sempre usa isso como pretexto para agir assim.
- Quando diz 'isso', quer dizer nosso amor, certo? - Oliver perguntou debochado.
Anne o olhou, séria.
- Por favor, ao menos uma vez na vida faça juz à idade que tem - Anne disse, aborrecida.
- Vá embora! - Oliver dissera, sério, apontando para a porta.
- Não - Anne disse e se aproximou dele. - Você pode até estar com raiva de mim, mas... eu só quero o seu bem.
- Eu nunca vou ficar bem - Oliver disse alterado - Você sabe. Você sabe!
Anne fechou os olhos. Não queria chorar, não desta vez. Não na frente dele.
- Pare com isso. - Anne pediu quase em um sussurro.
- Eu não posso ficar sem você. Eu não vou ficar sem você - Oliver dizia, seus olhos já lacrimejavam.
- Por isso fez isso? - Anne perguntara ríspida, agora o encarava séria. - Eu não quero que faça isso. Não seja egoísta!
- E-eu... te amo - Oliver disse em um sussurro, parecia estar mais calmo. - Compreenda.
Anne nada disse, apenas ficou o olhando. Ele não podia fazer uma coisa assim. O que adiantaria ele fazer isso? Não pensava na família? Nos amigos? Era ridículo.
- Anne? - Oliver a chamou.
- Você tem uma vida inteira pela frente. Amigos e família. - Anne começou, agora fitando um ponto fixo - Então pare de agir como se não tivesse nada a perder.
Oliver a encarou, sério. Rolou os olhos.
- Como consegue ter tanta calma ao falar sobre isso? Está sendo hipócrita. - Oliver dizia - Impossível que não esteja com medo. Eu estou com medo.
Anne ficou quieta.
- Está vendo? - Oliver disse - E você quer que eu fique aqui... sabendo que tudo vai acabar..
- Há mais de uma milhão de garotas nesse mundo, faz favor! - Anne disse, fingindo indiferença.
- Droga, Anne! - Oliver esbravejou, dando um soco no colchão. - Se você morrer, eu não terei mais nada. Nada! E não vem com essa de amigos... eu não tenho amigos!
- Claro que tem. O que está dizendo?
- Quer saber? Esquece. Eu já sei o que farei... e você não estará mais aqui para impedir.
Anne balançou a cabeça negativamente. Estava desapontada. Achou que tivesse feito uma mudança na vida de Oliver. Ele era rebelde, sim, mas depois que começaram a namorar, Anne percebeu o quanto ele mudara. Se tornou um garoto mais comportado, educado, sensato... Todas suas delinquências haviam sido abandonada. Mas agora ele estava agindo como costumava. Tudo por causa de uma maldita doença! Anne não conseguia aceitar que a leucemia acabasse não só com ela, mas também com Oliver. Era ela quem estava morrendo, não ele. Por que ele não podia ser sensato e desistir de tal ideia estúpida? Ele tentara se matar semanas atrás. Foi quando descobriu que Anne tem apenas um mês de vida. Fizera isso duas vezes, estava sozinho em casa. E havia mandado uma mensagem para Anne minutos antes. Ele cortara os dois pulsos e tentou se afogar na banheira. Mas antes que parasse de respirar, seu pai chegara em casa e o tirou de lá. Por muito pouco não morrera. Mas agora estava internado. E Anne se sentia culpada. Ela o ama tanto. E é um sentimento recíproco, ela sabe. Mas Oliver está sendo idiota! Para todas suas falhas, ele usa o amor por Anne como desculpa. E ela não gostava disso.
Anne olhou uma última vez para Oliver e caminhou até a porta.
- Se for, não precisa voltar - o ouviu dizer. Mas sabia que era apenas chantagem emocional. Saiu dali sem dizer nada e caminhou desanimada até em casa.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Be cliche, I don't mind.


Não estou sofrendo.
Apenas me sinto desprotegida.
Venha, me abrace e diga que ficará tudo bem.
Seja clichê, eu não ligo!
Só me tire deste lugar silencioso e assustadoramente enorme.
Pois eu tenho medo disso.
Não estou sangrando.
Apenas estou fugindo da voz do silêncio que de alguma forma, fere meus ouvidos.
Venha e me tire daqui.
Não lute com ninguém, eu não ligo!
Só seja corajoso e me salve disto.
Não estou despedaçada... estou apenas caindo neste vazio horrível.
Seja clichê, eu não ligo! Apenas salve-me.

The Year Of Dreams Fulfilled


Ano Novo.
E todos dizendo "vida nova". Na verdade, tem que ser realmente
o ano de vida nova. Esqueça todas as coisas que aconteceram
no ano que passou. Esqueça os planos não concretizados nele e refaça-os agora.
Fique mais unido àqueles que realmente ama, e afaste aqueles que não valem a pena.
Acredite com toda força e fé em seus sonhos, e corra atrás deles mesmo que pareça impossível.
Prove à si mesmo que é capaz de ser o melhor dos melhores.
Viva cada dia com alegria e entusiasmo.
Não olhe pra trás.
Arrisque-se!
Tente quantas vezes for necessário. Não desista, mesmo depois de mil tentativas. 
E quando este novo ano terminar, você verá o quanto cresceu. E aí sim dará significado à expressão:
Ano novo, Vida nova!

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